Foi realizado em um Hospital de Urgências de Sergipe um estudo de corte transversal onde foi avaliado a ingestão de nutrientes responsáveis pela regulação do sistema pressórico em pacientes hipertensos internados na unidade de saúde. Esse estudo foi realizado entre os meses de novembro de 2014 e fevereiro de 2015 e teve como objetivo avaliar a ingesta de sódio, potássio, cálcio, magnésio e ferro, além das vitaminas C e E, nutrientes que tem uma íntima relação com o aumento dos níveis pressóricos.
Foram excluídos do estudo gestantes, pacientes com alimentação por via parenteral, pacientes com algum tipo de deformidade física e os pacientes que se recusaram participar do estudo. Os 154 pacientes que formaram a amostra tinham a pressão arterial de 140x90 mmHg ou já tomavam anti-hipertensivos. A idade média da população estudada foi de 50,56 ± 14,25 anos. 57% da população foi do sexo masculino, 70% da população era de adultos jovens e 30 % de idosos.
O questionário usado para a coleta de dados foi o inquérito dietérico de recordatório de 24 horas (R24h) realizado durante a anamnese do paciente. Para avaliar os resultados encontrados foi utilizado o AMDR (Acceptable Macronutrient Distribuition Range), o AI (Adequate Intake) e o EAR (Estimated Average Requirement).
Esse estudo evidenciou que os 96,36% dos pacientes fazem um alta ingestão de carboidratos e que 82,72% fazem baixa ingestão de proteína. Maior parte dos pacientes fizeram ingestão da lipídio (55,45%) dentro do recomentado.
O questionário R24h, usado na pesquisa, é coletado a partir da entrevista com o paciente, nele é pedido para que o paciente informe o que ingeriu nas últimas 24 horas. Esse formulário é sujeito a algumas erros, como por exemplo, o paciente omitir ou esquecer a ingestão de certos alimentos ao longo do dia.
De forma geral, a conclusão do artigo está correto, é necessário uma maior investigação para avaliar o perfil dietético dos hipertensos, visando evitar outras comorbidades, e pesquisa sobre o que leva esses pacientes a fazerem uso de dietas irregulares. Para isso é necessário a equipe multiprofissional, para melhor tratar esses pacientes e assim reduzir a mobimortalidade provocada pela hipertensão arterial sistêmica.
Referência:
O questionário usado para a coleta de dados foi o inquérito dietérico de recordatório de 24 horas (R24h) realizado durante a anamnese do paciente. Para avaliar os resultados encontrados foi utilizado o AMDR (Acceptable Macronutrient Distribuition Range), o AI (Adequate Intake) e o EAR (Estimated Average Requirement).
Esse estudo evidenciou que os 96,36% dos pacientes fazem um alta ingestão de carboidratos e que 82,72% fazem baixa ingestão de proteína. Maior parte dos pacientes fizeram ingestão da lipídio (55,45%) dentro do recomentado.
Quanto a ingestão de sódio e potássio, estava adequado na maior parte da amostra estudada. A ingestão adequada de sódio é de no máximo 2400 mg/dia de acordo com a AI, o valor encontrado no estudo foi de 1202,48 ± 537,46 mg/dia, já a referência máxima de potássio é de até 4700 mg/dia, e o a quantidade média encontrada foi de 1914,92 ± 671,66 mg/dia. Na população estudada houve uma inadequada ingestão de Zn, 85,59% dos homens e 51,99% das mulheres apresentaram uma má ingestão de zinco, enquanto que a má ingestão de Mg variou de 87 a 95%. O Ca também teve uma alta taxa de inadequação gestacional.
Como o desenho do estudo é um corte transversal, torna-se incorreto fazer afirmações entre esses valores nutricionais e o surgimento da hipertensão arterial sistêmica quando analisamos apenas esse estudo. Contudo, pode-se afirmar que esses hipertensos estudados têm um habito alimentar irregular. Pode-se afirmar que esse estudo tem validade interna, não podendo extrapolar esses dados para pacientes de outras regiões ou estados, haja vista que o perfil alimentar pode variar de um local para outro.O questionário R24h, usado na pesquisa, é coletado a partir da entrevista com o paciente, nele é pedido para que o paciente informe o que ingeriu nas últimas 24 horas. Esse formulário é sujeito a algumas erros, como por exemplo, o paciente omitir ou esquecer a ingestão de certos alimentos ao longo do dia.
De forma geral, a conclusão do artigo está correto, é necessário uma maior investigação para avaliar o perfil dietético dos hipertensos, visando evitar outras comorbidades, e pesquisa sobre o que leva esses pacientes a fazerem uso de dietas irregulares. Para isso é necessário a equipe multiprofissional, para melhor tratar esses pacientes e assim reduzir a mobimortalidade provocada pela hipertensão arterial sistêmica.
Referência:
- Palmeira dos Santos, T M; Guilherme dos Santos, A; Araújo, A M; et. Al. Hipertensão: uma avaliação dietética de pacientes hospitalizados. Rev Bras Hipertens vol. 23(2):34-8, 2016
Texto produzido por José Ricardo Baracho



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